sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Adolescentes começam a beber cada vez mais cedo

No Brasil, 80% dos adolescentes já beberam alguma vez na vida e 22% dos jovens estão sob risco de desenvolver dependência de álcool. O que os pais podem fazer?

Natalia Cuminale
Júlio deu o primeiro gole em uma bebida alcoólica aos 12 anos. O pai deixou que ele experimentasse um pouco do vinho durante um jantar. Aos 14, ele já conhecia os efeitos de um porre. E, aos 16, o estudante acumulava histórias e vexames por conta do excesso de bebida. Desde uma briga com a namorada – ele foi colocado para fora da festa por um segurança - até um striptease no balcão de um bar. Mas, para os pais, o garoto é um santo. “Na frente deles, em festas de família, eu só bebo moderadamente. Na vida real, para ser descolado, todo mundo tem que beber”, diz. 

Cerveja, vodca, vinho e uísque. Proibidas para menores de 18 anos, as bebidas alcoólicas estão cada vez mais presentes na rotina dos adolescentes. Sem limites e sem conhecimento dos pais, jovens em idade escolar têm acesso livre aos drinques carregados de álcool em festas de formatura, baladas ou bares. “Os jovens não enxergam a bebida como algo ruim por causa da legalidade da bebida e do fácil acesso. O que eles não sabem é que o álcool pode causar vários danos à saúde e também é uma porta de entrada para outras drogas”, explica Ilana Pinsky, vice-presidente da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas (Abead). 




Apesar da legislação, a dificuldade para comprar uma bebida é quase inexistente. Ao contrário, a compra é facilitada. Adolescentes frequentam festas conhecidas como open-bar, em que alguns tipos de bebidas são distribuídas livremente para quem pagou o valor da entrada. Organizadas por empresas especializadas em eventos, essas festas são um paraíso para os teens. “Em geral, eles não pedem o meu documento. Quando alguém pede meu RG, mostro o documento falsificado”, conta Roberta, 16 anos, primeiro trago aos 14. Ela gasta R$ 50 de sua mesada quando vai a uma balada open-bar, com direito a beber água, refrigerante, cerveja, catuaba, vodca e jurupinga (uma espécie de combinação de vinhos) à vontade.

Os dados sobre o tema são preocupantes. Segundo pesquisa divulgada pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), 80% dos adolescentes já beberam alguma vez na vida e 33% dos alunos do ensino médio consumiram álcool excessivamente no mês anterior à pesquisa. Outro estudo, realizado pela Secretaria Nacional Antidrogas (Senad) com universitários, mostrou que 22% dos jovens estão sob risco de desenvolver dependência de álcool. Mais um indício: de acordo com o departamento de comunicação dos Alcoólicos Anônimos, o número de jovens em busca das reuniões aumentou significativamente nos últimos cinco anos. “Era um cenário esperado. Os jovens consomem muito álcool e há uma preocupação, do ponto de vista médico, porque isso ocorre cada vez mais cedo”, diz o médico Arthur Guerra de Andrade, do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo) e autor do estudo do Senad.

Beber demais não é uma característica apenas do jovem brasileiro. Nos Estados Unidos, uma pesquisa feita com adolescentes com idades entre 14 e 17 anos revelou que 39% declararam ter consumido álcool no mês que antecedeu o estudo - número 11% maior do que encontrado no levantamento anterior, realizado em 2008. Outro levantamento realizado no Reino Unido mostrou que 29% dos jovens com 16 e 17 anos afirmaram ter bebido alguma vez na vida porque estavam entediados. 



Companhia paterna - Quase metade dos adolescentes experimentou álcool pela primeira vez porque os pais ofereceram. “Promover festas de 15 anos com álcool é algo extremamente equivocado. Jovens menores de 18 anos não devem – e não podem tomar. Ao fazer isso, você dá uma noção de que beber com essa idade é normal e aceitável”, diz Pinsky. “Quanto mais precoce o uso do álcool, maior o risco de dependência. O consumo de qualquer droga altera funcionamento cerebral. Essa alteração predispõe a outros distúrbios comportamentais”, explica a psiquiatra Analice Gigliotti, chefe do setor de dependência química da Santa Casa do Rio de Janeiro.

No cérebro, o álcool age principalmente no hipocampo, pequena estrutura localizada nos lobos temporais, principal sede da memória, segundo explica Célia Roesler, neurologista da Academia Brasileira de Neurologia. “Quando um adolescente bebe muito, acaba causando danos nesse hipocampo. Assim, a memória fica ruim e prejudica o aprendizado e a motivação”, diz Roesler.

A justificativa geral dos adolescentes para o consumo da bebida durante as saídas é a coragem. “O álcool bloqueia a inibição. Coisas que uma pessoa não faria sóbria, ela faz alcoolizada. E isso é um grande risco”, completa Roesler.

Os médicos são unânimes em afirmar que o corpo de um adolescente não está preparado para ingestão de bebidas alcoólicas e que não existem doses seguras para o consumo. “Em primeiro lugar, beber em excesso não faz bem para ninguém. Pior para os adolescentes, que estão passando pelo período de crescimento, em que todas as células do corpo estão se desenvolvendo. O álcool envenena todas essas células e pode acarretar danos a todos os órgãos em formação”, diz Mauricio Castro de Souza Lima, hebiatra (médico especialista em adolescência) do Instituto da Criança.


Apesar da legislação, a dificuldade para comprar uma bebida é quase inexistente. Ao contrário, a compra é facilitada. Adolescentes frequentam festas conhecidas como open-bar, em que alguns tipos de bebidas são distribuídas livremente para quem pagou o valor da entrada. Organizadas por empresas especializadas em eventos, essas festas são um paraíso para os teens. “Em geral, eles não pedem o meu documento. Quando alguém pede meu RG, mostro o documento falsificado”, conta Roberta, 16 anos, primeiro trago aos 14. Ela gasta R$ 50 de sua mesada quando vai a uma balada open-bar, com direito a beber água, refrigerante, cerveja, catuaba, vodca e jurupinga (uma espécie de combinação de vinhos) à vontade.

Os dados sobre o tema são preocupantes. Segundo pesquisa divulgada pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), 80% dos adolescentes já beberam alguma vez na vida e 33% dos alunos do ensino médio consumiram álcool excessivamente no mês anterior à pesquisa. Outro estudo, realizado pela Secretaria Nacional Antidrogas (Senad) com universitários, mostrou que 22% dos jovens estão sob risco de desenvolver dependência de álcool. Mais um indício: de acordo com o departamento de comunicação dos Alcoólicos Anônimos, o número de jovens em busca das reuniões aumentou significativamente nos últimos cinco anos. “Era um cenário esperado. Os jovens consomem muito álcool e há uma preocupação, do ponto de vista médico, porque isso ocorre cada vez mais cedo”, diz o médico Arthur Guerra de Andrade, do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo) e autor do estudo do Senad.

Beber demais não é uma característica apenas do jovem brasileiro. Nos Estados Unidos, uma pesquisa feita com adolescentes com idades entre 14 e 17 anos revelou que 39% declararam ter consumido álcool no mês que antecedeu o estudo - número 11% maior do que encontrado no levantamento anterior, realizado em 2008. Outro levantamento realizado no Reino Unido mostrou que 29% dos jovens com 16 e 17 anos afirmaram ter bebido alguma vez na vida porque estavam entediados. 


Apesar da legislação, a dificuldade para comprar uma bebida é quase inexistente. Ao contrário, a compra é facilitada. Adolescentes frequentam festas conhecidas como open-bar, em que alguns tipos de bebidas são distribuídas livremente para quem pagou o valor da entrada. Organizadas por empresas especializadas em eventos, essas festas são um paraíso para os teens. “Em geral, eles não pedem o meu documento. Quando alguém pede meu RG, mostro o documento falsificado”, conta Roberta, 16 anos, primeiro trago aos 14. Ela gasta R$ 50 de sua mesada quando vai a uma balada open-bar, com direito a beber água, refrigerante, cerveja, catuaba, vodca e jurupinga (uma espécie de combinação de vinhos) à vontade.

Os dados sobre o tema são preocupantes. Segundo pesquisa divulgada pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), 80% dos adolescentes já beberam alguma vez na vida e 33% dos alunos do ensino médio consumiram álcool excessivamente no mês anterior à pesquisa. Outro estudo, realizado pela Secretaria Nacional Antidrogas (Senad) com universitários, mostrou que 22% dos jovens estão sob risco de desenvolver dependência de álcool. Mais um indício: de acordo com o departamento de comunicação dos Alcoólicos Anônimos, o número de jovens em busca das reuniões aumentou significativamente nos últimos cinco anos. “Era um cenário esperado. Os jovens consomem muito álcool e há uma preocupação, do ponto de vista médico, porque isso ocorre cada vez mais cedo”, diz o médico Arthur Guerra de Andrade, do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo) e autor do estudo do Senad.

Beber demais não é uma característica apenas do jovem brasileiro. Nos Estados Unidos, uma pesquisa feita com adolescentes com idades entre 14 e 17 anos revelou que 39% declararam ter consumido álcool no mês que antecedeu o estudo - número 11% maior do que encontrado no levantamento anterior, realizado em 2008. Outro levantamento realizado no Reino Unido mostrou que 29% dos jovens com 16 e 17 anos afirmaram ter bebido alguma vez na vida porque estavam entediados. 

Apesar da legislação, a dificuldade para comprar uma bebida é quase inexistente. Ao contrário, a compra é facilitada. Adolescentes frequentam festas conhecidas como open-bar, em que alguns tipos de bebidas são distribuídas livremente para quem pagou o valor da entrada. Organizadas por empresas especializadas em eventos, essas festas são um paraíso para os teens. “Em geral, eles não pedem o meu documento. Quando alguém pede meu RG, mostro o documento falsificado”, conta Roberta, 16 anos, primeiro trago aos 14. Ela gasta R$ 50 de sua mesada quando vai a uma balada open-bar, com direito a beber água, refrigerante, cerveja, catuaba, vodca e jurupinga (uma espécie de combinação de vinhos) à vontade.

Os dados sobre o tema são preocupantes. Segundo pesquisa divulgada pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), 80% dos adolescentes já beberam alguma vez na vida e 33% dos alunos do ensino médio consumiram álcool excessivamente no mês anterior à pesquisa. Outro estudo, realizado pela Secretaria Nacional Antidrogas (Senad) com universitários, mostrou que 22% dos jovens estão sob risco de desenvolver dependência de álcool. Mais um indício: de acordo com o departamento de comunicação dos Alcoólicos Anônimos, o número de jovens em busca das reuniões aumentou significativamente nos últimos cinco anos. “Era um cenário esperado. Os jovens consomem muito álcool e há uma preocupação, do ponto de vista médico, porque isso ocorre cada vez mais cedo”, diz o médico Arthur Guerra de Andrade, do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo) e autor do estudo do Senad.

Beber demais não é uma característica apenas do jovem brasileiro. Nos Estados Unidos, uma pesquisa feita com adolescentes com idades entre 14 e 17 anos revelou que 39% declararam ter consumido álcool no mês que antecedeu o estudo - número 11% maior do que encontrado no levantamento anterior, realizado em 2008. Outro levantamento realizado no Reino Unido mostrou que 29% dos jovens com 16 e 17 anos afirmaram ter bebido alguma vez na vida porque estavam entediados. 

Apesar da legislação, a dificuldade para comprar uma bebida é quase inexistente. Ao contrário, a compra é facilitada. Adolescentes frequentam festas conhecidas como open-bar, em que alguns tipos de bebidas são distribuídas livremente para quem pagou o valor da entrada. Organizadas por empresas especializadas em eventos, essas festas são um paraíso para os teens. “Em geral, eles não pedem o meu documento. Quando alguém pede meu RG, mostro o documento falsificado”, conta Roberta, 16 anos, primeiro trago aos 14. Ela gasta R$ 50 de sua mesada quando vai a uma balada open-bar, com direito a beber água, refrigerante, cerveja, catuaba, vodca e jurupinga (uma espécie de combinação de vinhos) à vontade.

Os dados sobre o tema são preocupantes. Segundo pesquisa divulgada pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), 80% dos adolescentes já beberam alguma vez na vida e 33% dos alunos do ensino médio consumiram álcool excessivamente no mês anterior à pesquisa. Outro estudo, realizado pela Secretaria Nacional Antidrogas (Senad) com universitários, mostrou que 22% dos jovens estão sob risco de desenvolver dependência de álcool. Mais um indício: de acordo com o departamento de comunicação dos Alcoólicos Anônimos, o número de jovens em busca das reuniões aumentou significativamente nos últimos cinco anos. “Era um cenário esperado. Os jovens consomem muito álcool e há uma preocupação, do ponto de vista médico, porque isso ocorre cada vez mais cedo”, diz o médico Arthur Guerra de Andrade, do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo) e autor do estudo do Senad.

Beber demais não é uma característica apenas do jovem brasileiro. Nos Estados Unidos, uma pesquisa feita com adolescentes com idades entre 14 e 17 anos revelou que 39% declararam ter consumido álcool no mês que antecedeu o estudo - número 11% maior do que encontrado no levantamento anterior, realizado em 2008. Outro levantamento realizado no Reino Unido mostrou que 29% dos jovens com 16 e 17 anos afirmaram ter bebido alguma vez na vida porque estavam entediados. 

Companhia paterna - Quase metade dos adolescentes experimentou álcool pela primeira vez porque os pais ofereceram. “Promover festas de 15 anos com álcool é algo extremamente equivocado. Jovens menores de 18 anos não devem – e não podem tomar. Ao fazer isso, você dá uma noção de que beber com essa idade é normal e aceitável”, diz Pinsky. “Quanto mais precoce o uso do álcool, maior o risco de dependência. O consumo de qualquer droga altera funcionamento cerebral. Essa alteração predispõe a outros distúrbios comportamentais”, explica a psiquiatra Analice Gigliotti, chefe do setor de dependência química da Santa Casa do Rio de Janeiro.

No cérebro, o álcool age principalmente no hipocampo, pequena estrutura localizada nos lobos temporais, principal sede da memória, segundo explica Célia Roesler, neurologista da Academia Brasileira de Neurologia. “Quando um adolescente bebe muito, acaba causando danos nesse hipocampo. Assim, a memória fica ruim e prejudica o aprendizado e a motivação”, diz Roesler.

A justificativa geral dos adolescentes para o consumo da bebida durante as saídas é a coragem. “O álcool bloqueia a inibição. Coisas que uma pessoa não faria sóbria, ela faz alcoolizada. E isso é um grande risco”, completa Roesler.

Os médicos são unânimes em afirmar que o corpo de um adolescente não está preparado para ingestão de bebidas alcoólicas e que não existem doses seguras para o consumo. “Em primeiro lugar, beber em excesso não faz bem para ninguém. Pior para os adolescentes, que estão passando pelo período de crescimento, em que todas as células do corpo estão se desenvolvendo. O álcool envenena todas essas células e pode acarretar danos a todos os órgãos em formação”, diz Mauricio Castro de Souza Lima, hebiatra (médico especialista em adolescência) do Instituto da Criança.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

A red@ção do correio eletrônico

A clareza e a etiqueta viraram qualidades cada vez mais valorizadas na comunicação on-line

Maria Helena da Nóbrega

A quantidade de mensagens eletrônicas enviadas e recebidas diariamente ampliou o contato com o texto escrito e fez prosperar o número de autores e leitores. De maneira bastante rápida, a correspondência eletrônica invadiu a comunicação diária, e mesmo os mais refratários aos avanços tecnológicos tiveram de aprender a usar o computador, para não perder oportunidades profissionais ou eventos sociais cujas respostas são solicitadas por e-mail, por exemplo. A facilidade na utilização, a rapidez na resposta - às vezes on-line - e a economia com gastos de postagem pelo correio contribuíram de forma decisiva para a disseminação desse tipo de comunicação.
Difundir formas adequadas para a correspondência eletrônica ajuda a evitar o mau uso da tecnologia, como os presenciados quando as pessoas começaram a ter acesso a telefones celulares e obrigavam todos os presentes, em lugares públicos, a ouvir assuntos privados. Hoje esse tipo de gafe ocorre, ainda que de forma mais rara, mas já é visto como deselegância. A etiqueta também já ensinou que atender ao celular em cinemas é grosseria extrema rejeitada pelas regras mais básicas de educação.
Como ocorreu com os meios anteriores, a orientação sobre como usar adequadamente a correspondência eletrônica auxilia a evitar, por exemplo, que o e-mail enviado a algum colega seja distribuído inadvertidamente a todos os funcionários da empresa, com assuntos que o emissor preferiria não tornar públicos, pelo menos não da maneira como aparecem no texto.
Eis, a seguir, algumas sugestões que podem impedir que o e-mail naufrague nas ondas da internet ou intranet (rede privada utilizada em determinada empresa).
Maria Helena da Nóbrega é professora do Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas da USP. Leciona na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade, campus de Ribeirão Preto. É autora de Estratégias de comunicação em grupo (Atlas, 2007).

Para a pressa na leitura, exatidão na escrita 
É fundamental lembrar que o destinatário do e-mail provavelmente esteja atarefado, com várias atividades a desenvolver e decisões a tomar. Na correria dos afazeres diários, uma leitura rápida do texto é o máximo que ele poderá fazer para apreender de que se trata: uma solicitação, um agendamento, uma confirmação, um cancelamento etc. O fator tempo, no entanto, não justifica colocar as respostas e comentários no meio do texto recebido. Em vez de quebrar o e-mail, deve-se responder em texto personalizado.
Os e-mails apresentam um tipo de texto que recorre à língua escrita e língua falada, produzindo uma mescla entre as características dessas duas linguagens. A redação rápida assemelha-se à fala de improviso. Pensa-se e digita-se quase simultaneamente. No entanto, como o texto não terá intervenções do destinatário em relação a imprecisões, tampouco o redator poderá esclarecer trechos obscuros. Consequentemente, escrever de maneira rápida exige bom poder de síntese e boa capacidade de ler e reler, para editar o texto antes de enviá-lo.

Adapte-se ao nível de formalidade 
Quando o e-mail é enviado em substituição a um bilhete ou contato telefônico, a linguagem usada pode ter maior grau de informalidade. Nesses casos, ele aproxima-se da fala, embora seja importante considerar que a mensagem será lida. Um dos problemas comunicacionais advém de o redator escrever como se falasse despreocupadamente, com frases mal organizadas e sem clareza. Mesmo que o texto tenda à informalidade, devem-se evitar erros que comprometam a imagem do redator e da instituição que ele representa.
Quando o meio eletrônico substitui memorando ou comunicado interno, a formalidade aumenta, tendo em conta o conteúdo e o destinatário. Aí é preciso considerar as características da redação empresarial, que se renovou nestes anos. Tropeços são mais facilmente evitados quando se tem hábito de leitura de textos bem escritos. Como redação empresarial demanda rapidez, convém redobrar a leitura não só de livros de sua área, pois isso facilitará a redação coesa e coerente.

Não embaralhe ideias 
Os textos devem priorizar a simplicidade, clareza e objetividade. Uma vez que ninguém tem tempo a perder, o vocabulário deve fazer parte da linguagem usual, sem rebuscamentos que tornem a mensagem hermética. Simplicidade vocabular, entretanto, não significa repetição exaustiva de termos, daí a importância de ampliar o vocabulário por meio de leituras constantes. Adquirir o hábito de leitura também leva à redação concisa, pois os e-mails devem ser breves. Lendo apreende-se a estrutura do texto escrito, o que facilita a produção de textos concisos, coerentes e coesos. 
Embaralhamentos de idéias devem ser eliminados, pois eles dificultam ou impossibilitam o entendimento. Dá-se preferência, portanto, a frases curtas. Além de elas serem mais fáceis de compreender, textos longos cansam o leitor, que tentará, em pouco tempo e muitas vezes sem sucesso, entender de que trata o fluxo de idéias que jorra do texto. Esse estilo emaranhado também foge à objetividade necessária à redação profissional.         

Faça releitura
O texto escrito pressupõe releitura, e isso vale também para correio eletrônico. Mesmo dispondo de pouco tempo, o redator deve reler o texto para perceber se o sentido corresponde à intenção motivadora do ato de escrever. A pontuação requer cuidados especiais, pois sinais ausentes ou inadequados podem alterar o sentido do que se pretende dizer. A entonação ascendente de uma interrogativa direta permanecerá apenas na mente do autor, caso o texto escrito não apresente o sinal de interrogação, e por isso não haverá resposta. Outro exemplo são as vírgulas, cuja presença ou ausência pode alterar o significado: "Ele não falou, de alegria" ou "Ele não falou de alegria". No primeiro caso de alegria refere-se à disposição psicológica da pessoa, e no segundo caso diz respeito àquilo sobre o que ele não falou.
Reler o e-mail e editá-lo antes do envio são atitudes que ajudam a garantir que a mensagem pretendida seja condizente com o que se escreveu.             
                      
Anuncie com clareza o tópico frasal

Para otimizar o tempo de leitura, o item "assunto" já deve anunciar com clareza o tópico frasal, ou seja, uma síntese do tema principal do texto.

De     
  Gabriela        
Para   
Armando
Assunto
 Cancelamento da reunião de 15/9/2008
                                       
Clareza da mensagem

Mesmo quando se repassa um material recebido, favorece a clareza da mensagem escrever o "assunto" e uma breve introdução no corpo do e-mail, para esclarecer por que o tema é de interesse do destinatário.

De  
 Manoel
Para 
 Fábio
Assunto  
 Curso como falar em público
Bom-dia, Fábio
Recebi  o arquivo anexo.  Como você me falou sobre o seu interesse em fazer cursos nesta área, talvez ele traga o que você procura.
Abraços.
Manoel. 


Verificação de e-mails e respostas
Com a massificação da tecnologia, as pessoas trabalharão menos, conjecturaram no início da era tecnológica. Engano! Trabalha-se mais, pois as máquinas não necessitam de repouso e podem estar ininterruptamente conectadas.
O correio eletrônico deve ser verificado com freqüência. Como dispensa carteiro, a resposta é aguardada ASAP, as soon as possible (tão cedo quanto possível), o que é entendido como imediatamente. Pode ser que o remetente aguarde resposta para agendar reunião. Caso se fique ausente, deve-se programar a "resposta automática", para que os outros sejam notificados sobre quando irá a resposta.

Elegância eletrônica
É elegante responder a todas as mensagens recebidas, no mínimo para acusar o recebimento. Sem isso, o remetente pode sempre ficar em dúvida se o e-mail foi realmente recebido. Ignorar o e-mail de um colega de trabalho equivale a ignorá-lo, o que é no mínimo uma descortesia. Além disso, o envio não garante que a mensagem tenha sido lida. Portanto, nada de cobrar do colega uma posição discutida por e-mail e, se houver urgência - urgentíssima - para decidir algo, é melhor optar por telefonar ao colega, na impossibilidade de encontrá-lo pessoalmente.
Para finalizar o texto, despeça-se do destinatário com cordialidade. Pode-se optar por usar uma assinatura padrão com poucas linhas sobre informações básicas do remetente: nome completo, empresa, cargo, telefone.

E-mails são confidenciais?
A maneira mais natural para tratar os e-mails é considerá-los como uma correspondência escrita, seja uma carta, seja um cartão-postal. Em ambos os casos, prega a boa educação que não se tenha acesso ao texto sem a permissão do destinatário. No entanto, mesmo quando o conteúdo encontra-se lacrado, alguém pode abri-lo. E e-mails não vêm em envelopes! A facilidade em reproduzi-los e enviá-los a terceiros pode minimizar o ato de violação, de ofensa ao direito alheio.
Nunca se deve repassar o texto recebido de uma pessoa para outras, exceto com o consentimento dela. Sem permissão, agride-se o senso de confiança, princípio básico nas relações sociais. Por outro lado, convém redigir levando em conta que o texto poderá ser eventualmente lido por outras pessoas além do destinatário.

E-mail não rima com emoção
Escrever não é o mesmo que conversar frente a frente, contando com recursos corporais, expressões fisionômicas, entonação de voz, maneirismos reveladores das intenções etc. É preciso ter domínio da linguagem escrita para conseguir envolver o leitor e trabalhar com as emoções dele, dispondo-o para o riso, a tristeza, a curiosidade etc. Felizmente, para escrever bem e-mails não são necessárias tais habilidades, desde que o autor não tente lidar com conteúdo emocional.
O melhor é evitar expor-se emocionalmente por e-mail, pois as chances de ser mal interpretado são grandes. Portanto, devem-se frear os instintos bélicos ao receber um e-mail do qual se discorde. Escrever em CAIXA ALTA, como se estivesse gritando, não é civilizado. O ideal é acalmar-se e escolher outro momento (e meio) para solucionar o assunto. Mesmo brincadeirinhas devem ser evitadas, pois os recursos gráficos disponíveis nem sempre darão conta de transmitir a intenção de forma inequívoca. Conhecer as limitações dessa tecnologia impõe um comportamento verbal mais comedido.

Ética e e-mail
Ao utilizar o e-mail de uma empresa, a voz que se manifesta no texto não é apenas a do autor, mas também a da instituição que ele representa. Por conseguinte, as informações veiculadas devem ter credibilidade e não comprometer a empresa e os demais profissionais. Respeitar o destinatário é essencial, tanto no conteúdo quanto na forma do texto. Qualquer deslize será interpretado como sendo do autor, mas também contribuirá para macular a imagem da empresa.
Nesse contexto, não há espaço para enviar a piada mais engraçada do mundo ou a corrente que trará a felicidade eterna e, portanto, não pode ser quebrada. Esse tipo de mensagem, além de agressiva e constrangedora, revela muito do emissor.
A redação adequada de e-mails, com concisão, coesão e coerência textuais, forma uma imagem afirmativa do autor, adiciona pontos positivos a seu marketing pessoal. As empresas sabem disso, por isso valorizam cada vez mais quem sabe se expressar bem por escrito e pode representá-las com dignidade. Por isso muitas delas criam um código de ética que deve ser usado por todos os que utilizam o correio eletrônico em nome da empresa. Fica aqui a sugestão de que as empresas que ainda não têm esse protocolo criem-no, pois ele educa e conscientiza o usuário sobre a utilização correta e ética do e-mail. Nas escolas, o aluno também deve receber as normas definidas pela instituição de cuja tecnologia ele passa a usufruir.


OS DEZ MANDAMENTOS DO E-MAIL

Medo de mensagens mal interpretadas, contaminação da marca e perda de produtividade fazem empresas seguirem regras para a conversa on-line

Por Carmen Guerreiro



O uso indevido de abreviações, formalidades ora excessivas ora inexistentes, o equívoco de linguagem e tratamento, a falta de objetividade e assertividade são ruídos corriqueiros na comunicação eletrônica.
Pesquisa da Pew Global, de 2011, mostra que 92% dos internautas usam o e-mail como principal ferramenta de comunicação, mais que smartphones e redes sociais. Mas, na era da web 2.0, da conexão móvel, constante e com alta interatividade, avança também o outro extremo, de internautas que capengam ao escrever um e-mail eficiente. Começando por aqueles na dianteira da web 2.0.A escrita não produz o mesmo efeito da fala. A afirmação, óbvia, parece ignorada por pessoas cada vez mais conectadas o tempo todo, por tablets, smartphones ou computadores. A comunicação escrita parece ter tomado a dianteira em várias frentes antes dominadas pela fala. Essa prevalência fica clara na preferência crescente por e-mails, torpedos, chats, tuítes, comentários e posts como forma de expressão e comunicação.
Segundo Ruy Leal, superintendente do Instituto Via de Acesso, que prepara e insere jovens no mercado de trabalho, 90% da comunicação feita e recebida pelas entidades privadas hoje é via e-mail.
- Isso é uma arma que o colaborador tem na mão. Se não estiver muito bem orientado e preparado, pode escrever absurdos em seus e-mails - alerta.
Munido de um e-mail corporativo, qualquer um pode falar em nome da organização. Leal sabe que rispidez, ironias e brincadeiras mal interpretadas geram desentendimentos por conta da linguagem que se pretende distante e próxima ao mesmo tempo. Por isso, os especialistas e as empresas tentam sistematizar as regras que regem a comunicação por e-mail.

Linguagem
A apreensão tem levado empresas a consultores que capacitem funcionários a redigir e-mails não só sem deslizes na língua portuguesa, mas eficientes e adequados à comunicação profissional. Coach executiva e educadora corporativa da Atingir Coaching e Treinamento, Regina Gianetti Dias Pereira se especializou em oferecer cursos de comunicação empresarial, e diz que treinamentos para mensagens eletrônicas são cada vez mais pedidos.
- E-mails mal escritos, confusos, pouco claros, feitos sem consistência, geram mal-entendidos, perdas de negócios, tempo e, especialmente, produtividade - observa.
A primeira lição é que dominar a tecnologia não significa domínio do uso da linguagem. Daí a falsa impressão de que pessoas conectadas e integradas tecnologicamente se comunicam via internet com mais propriedade, quando na verdade uma habilidade independe da outra. O que faz diferença são alguns cuidados de adequação da linguagem para o contexto da comunicação.
Regina conta o caso de uma instituição que gerencia pensões e aposentadorias e que possui cadastrados milhares de pensionistas. Segundo ela, a administração enviou um e-mail sobre uma mudança que seria feita nos pagamentos.
- Era para ser algo simples, mas foi escrito de uma maneira tão confusa que ocorreu um colapso na central de atendimento da empresa, porque ninguém entendeu a mensagem, terminou se assustando e teve de ligar - relata.
Contra esse tipo de situação, Língua apresenta a seguir dez dicas para quem quer escrever um e-mail claro, conciso, adequado e, acima de tudo, eficiente.

Quando usar
O e-mail não é o melhor meio de comunicação em todas as situações. A coach executiva Regina Gianetti aconselha que o correio eletrônico seja escolhido só quando não é necessário que o destinatário esteja disponível naquele momento, e a resposta não seja esperada com urgência. Se o conteúdo precisa ficar documentado, também é um meio ideal.
- Quando o assunto é emocionalmente delicado, não se deve usar o e-mail, porque pode haver má interpretação - afirma.
O problema, segundo ela, é que as pessoas têm usado essa ferramenta como muleta para não se comprometer, passando a responsabilidade para o destinatário com um simples clique no botão "enviar".
Para assuntos mais pontuais e urgentes, é melhor optar por mensagens instantâneas, como Skype, torpedos, Messenger, Twitter e WhatsApp.

O esquecimento da identificação
Um grande vício de quem se acostumou a usar a internet a partir de chats e outros sistemas de mensagem instantânea é esquecer de identificar-se ao escrever um e-mail, tanto no início do contato quanto no fim, ao deixar de assiná-lo. Ruy Leal, do Instituto Via de Acesso, considera isso um dos maiores problemas dos jovens que desejam ingressar no mercado de trabalho.
- Já recebi e-mails sem assinatura pedindo um estágio. Eles têm coragem de usar um endereçamento de e-mail que não tem a ver com o meio corporativo, do tipo''luluzinha17@...'', para pedir um emprego - diz.
É vital assinar um e-mail e, em um primeiro contato, não esquecer de explicar no início quem você é. Mesmo que não seja pedido, confirme o recebimento da mensagem, até quando não tiver resposta completa no momento. Um "ok" ou "recebido" mostra disposição.

O cuidado com as saudações
O e-mail é uma situação de comunicação, e precisamos saudar as pessoas quando nos dirigimos a elas. No início de um e-mail, "olá" e "bom dia" são cordiais, sem serem informais demais, explica Regina. "Prezado" é extremamente formal e, se não for um caso de rígida impessoalidade, é exagerado. A regra, segundo a especialista, é que, se existe uma troca de e-mails com certa regularidade no dia, o primeiro deve contar a saudação, que pode ser dispensada nas outras mensagens.
Os cumprimentos de despedida são igualmente importantes, e não são substituíveis por uma assinatura eletrônica. Mas Regina alerta: "Atenciosamente" é abreviada de forma incorreta no Brasil como "att.", quando deveria ser "atte.".
- "Att." foi importado do inglês e faz referência à expressão in attention to, que é usada só no começo de um e-mail - explica.
"Cordialmente" é considerado também exageradamente polido, a ser usado em casos específicos. A sugestão de Regina é que, ao escrever a mensagem, pensemos na maneira como saudaria a pessoa se a encontrássemos frente a frente, e adequemos os termos a isso.

Atenção ao assunto
O campo do assunto deve refletir o conteúdo da mensagem.
- Muitos não têm essa noção. Você tem de chamar a atenção da pessoa na caixa de entrada, porque ela recebe vários e-mails por dia e vai determinar o grau de urgência de cada um ao olhar para os assuntos - conta Regina, que diz receber por vezes e-mails em que o remetente coloca, no campo do assunto, o nome da empresa em que trabalha.
Uma dica é escolher palavras-chave que resumam o conteúdo do e-mail em cerca de três a quatro palavras. Em vez de "Segue relatório de vendas referente ao ano de 2012", por exemplo, é melhor: "Relatório vendas 2012".
No entanto, é preciso ser específico e fugir de generalidades que pouco esclarecem sobre a mensagem, como apenas "Relatório".

A falta de objetividade
Ruy Leal observa que um sério problema dos e-mails trocados atualmente é o risco de gerar desentendimentos por serem confusos. Por isso, dá a dica:
- Coloque-se no lugar da pessoa que está do outro lado. Ela entenderia a mensagem? - questiona o consultor.
A experiência com cursos sobre e-mail para empresas fez com que Regina concluísse que o maior desafio do brasileiro com essa ferramenta é conseguir ser objetivo.
- Por uma questão cultural, damos voltas para falar as coisas em vez de ir direto ao ponto - diz Regina.
É recorrente, ela explica, que as pessoas comecem explicando o que querem dizer antes de, de fato, comunicar o assunto principal da mensagem, quanto deveria ser o contrário.
- Se eu vou dizer por que o relatório não está pronto, é comum querer explicar tudo o que aconteceu para ele não estar pronto para então, no fim, dizer "Então, o relatório não está pronto".
Isso acontece, segundo Ruy, porque muitas pessoas não sabem como estruturar um texto.
- Não sabem começar, avançar e terminar de forma compreensível pelo receptor.

O calibre da formalidade
É fundamental compreender as regras do ambiente de trabalho para saber que tom se pode adotar com o interlocutor. Alguns escritórios exigem mais ou menos polidez no tratamento. Regina observa que existem dois tipos de profissionais trabalhando juntos hoje: os mais velhos, que vêm do que ela chama de "a era da circular", em que toda a comunicação se concentrava nas mãos das secretárias e eram muito mais formais, e aqueles mais jovens, acostumados com a informalidade das mensagens instantâneas.
A linguagem do e-mail deveria transitar entre esses dois mundos, sem exagerar com uma comunicação impessoal, mas obedecer à norma culta de uma maneira cordial, descontraída, como se falaria em geral por telefone ou pessoalmente. Um cuidado importante é não exagerar na formalidade a ponto de a mensagem soar ríspida demais, o que pode causar ruído na comunicação.

A aversão a maiúsculas
O uso de caixa alta em todo o texto é tão proibido que, para Regina, constitui uma verdadeira gafe. Escrever em maiúsculas significa, na linguagem da internet, gritar com alguém. Por isso é algo realmente a ser evitado, especialmente em mensagens de trabalho, pois é visto como falta de educação e de consideração do remetente, além de não ser uma postura profissional adequada.

A adequação do tamanho
Não há regras quando o assunto é o tamanho que um e-mail deve ter, mas a experiência mostra que e-mails longos, em geral, não são lidos. E, se são lidos, não são compreendidos em sua integridade. 
- Um e-mail longo é desinteressante. A pessoa precisa ter o poder de concisão para falar o máximo possível em poucas palavras, e isso é implícito à linguagem digital - afirma o professor Luiz Castro.
Regina sugere que as mensagens tentem girar em torno de três a quatro parágrafos, no máximo.
- Se você começa a ver que o e-mail vai ficar longo demais, deve parar e se questionar se não deve ligar para a pessoa ou fazer uma reunião. Perde-se muito tempo com e-mails grandes. São complexos de responder e podem ser mal interpretados - diz.
Deve-se evitar dizer em muitas palavras o que se poderia dizer em poucas.

O uso de abreviações
Abreviar palavras deve ser evitado, embora não seja proibido e, ocasionalmente, possa ser usado nos e-mails profissionais, especialmente nas saudações. A economia de tempo ao encurtar as palavras é pouca, e a mensagem pode tender a uma informalidade excessiva.
Luiz Castro, professor da rede estadual de ensino de Pernambuco, mestre em linguística e pesquisador da UFPE no campo da comunicação digital, realizou um estudo sobre os tipos de risos existentes no internetês, desde os mais escandalosos, como o "kkk" e o "huahuahua", passando pelo "hahaha" até o "rs", abreviatura de "risos" que, segundo ele, é o mais aceitável em uma troca de e-mails profissionais. Ele sugere que a pessoa escolha poucas palavras para abreviar, e não use esses atalhos o tempo todo.

A necessidade de revisão

Um texto de correio eletrônico deve ser simples, mas não descuidado. Exige releitura e atenção para acertar o tom da mensagem. O vocabulário deve fazer parte da linguagem usual, sem expressões rebuscadas que tornem a mensagem complicada. Mas é preciso estar atento à repetição exaustiva de termos, abreviações apressadas e construções truncadas.
Revise as palavras, para detectar as mal colocadas; repasse os destinatários, principalmente se a mensagem pode ser reenviada a muitos deles; evite comentários agressivos, pois a mensagem enviada se torna pública.

            

TURMA DO DIONÍSIO VOLTA AO IFF-SA

O grupo de teatro "Turma do Dionísio" volta a se apresentar no IFF-SA. Desta vez, o espetáculo será: "Virada na Vida" que consiste em uma das ações do projeto de Extensão “Prevenção ao Uso de Drogas e Promoção da Saúde”.  

Notícias do Grupo de Teatro A Turma do Dionísio
Para ouvir a chamada de rádio do Projeto Segredos do Rio: teatro sem segredosclique aqui.
Visite nosso blog: www.aturmadodionisio.blogspot.com      Visite também: segredosdorioteatro@blogspot.com               

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Improviso planejado

Profissionais de diferentes áreas ensinam maneiras de se preparar para a improvisação na vida ou na atividade profissional

Por Carmen Guerreiro


A palavra é "amor". Você vai improvisar durante dois minutos. O comando é dito pela professora, e os dois homens em um pequeno palco começam a discorrer nervosamente sobre o tema. A expressão corporal muda o estado de conforto. Agora eles estão tensos e, mesmo sem perceber, balançam de um lado para o outro, para frente e para trás, enquanto procuram por palavras.

A cena é parte de um curso de oratória do Clube da Fala, no Rio de Janeiro, em um dos diversos exercícios que os alunos fazem para desenvolver a habilidade de improvisar na retórica. A sala vai enchendo progressivamente, e chega a vez de novos pupilos encararem o palco.

Primeiro sobe um rapaz de 16 anos, que precisa passar em um exame de proficiência em alemão e, tímido, teme não conseguir por causa da avaliação oral.

- Nós demos a tarefa para ele contar histórias na sala de aula e de começar conversas com estranhos no metrô - conta Laila Wajntraub, a professora do curso.

PreparaçãoFonoaudióloga e especialista em oratória, Laila pede a uma advogada aspirante a filósofa que se junte ao garoto no palco e descreva o medo de improvisação que a levou a buscar as aulas:

- Meu coração dispara e me sinto como se tivesse subido uma escada de muitos degraus, fico ofegante.

O improviso, seja ele no discurso, na escrita, na prática profissional, no cotidiano cidadão ou em manifestações artísticas, amedronta muita gente, não só os tímidos. Paira no imaginário coletivo a imagem de um orador eloquente que possui as palavras certas na ponta da língua, como se detentor de um dom. A ideia de comunicar-se com eficiência sem preparação prévia é, no entanto, uma falácia.

Especialistas mostram que, por trás da maioria dos improvisos de sucesso, há estudo, planejamento e preparação, que foram incorporados à bagagem de conhecimentos do orador ou redator e antecedem o momento da improvisação. É em busca disso que cada vez mais pessoas têm se inscrito em cursos de oratória, tea-tro e comunicação empresarial.

Sem ilusão- Na vida nós improvisamos diariamente, por mais que programemos nosso dia. O improviso traz a possibilidade de conviver com o imprevisto com mais naturalidade, em vez de ficarmos bravos -, diz o palhaço e ator Márcio Ballas, diretor artístico do Clube do Humor, que oferece cursos de improvisação para amadores em São Paulo.

Os alunos, na maioria, não são atores nem desejam ser, mas buscam desenvolver a habilidade e o jogo de cintura para improvisar.

- O curso ajuda as pessoas a serem mais disponíveis com o que ocorre com elas e aprenderem a jogar com isso - explica Ballas.

Renato Raoni Affonso é uma dessas pessoas que buscaram um curso para desenvolver sua capacidade de improvisação, ofuscada pelo medo de se expor em público. No seu caso, a urgência de trabalhar essa faceta surgiu por conta da necessidade de defender sua dissertação de mestrado.

- No curso aprendi técnicas para falar com mais segurança. Por mais que você tenha uma fala decorada, não vai lembrar de tudo. Então é normal que tenha de improvisar - afirma o aluno do Clube da Fala.

Deslize incorporadoA defesa da dissertação foi um sucesso, e Renato, agora mestre em Ciência e Tecnologia Nucleares pelo Instituto de Engenharia Nuclear, afirma que o improviso surgiu naturalmente em seu discurso porque ele já havia praticado muito.

Sandro Huguenin, sócio de Laila no Clube da Fala, comenta que essa habilidade de improviso está muito mais conectada à realidade do mercado de trabalho e das relações pessoais do que à ilusão de que tudo pode ser 100% previsto e preparado.

- Em uma reunião de trabalho, por exemplo, o profissional vai ser constantemente questionado sobre assuntos com os quais não necessariamente contava - avalia Sandro.

O compositor Sérgio Kafejian, professor de música na Faculdade Santa Marcelina e autointitulado "improvisador", observa que há lições que a música ensina sobre a improvisação e as pessoas podem levar para suas vidas. Afinal, assim como no registro oral e escrito, o improviso na música tem à disposição uma série de sonoridades (no lugar de palavras) que precisam ser articuladas.

- Você estuda o improviso com a prática. Na hora da improvisação, cada músico chega com um arsenal próprio que, quando entra em contato com o do outro, cria coisas imprevistas com as quais eles precisam decidir na hora o que fazer. Acho muito interessante na improvisação esse poder de decisão rápido. Você sempre precisa resolver algo naquele momento.

Em públicoE o que fazer ante um deslize ou um discurso desafinado? Incorporá-lo.

Segundo Kafejian, pequenos erros na verdade não são erros, mas formas de potencializar a improvisação. O "destemperamento", diz ele, faz parte da linguagem, e precisa ser absorvido e transformado de algo inesperado a esperado.

O palhaço Ballas trabalha com o erro como um dos princípios da improvisação. Segundo ele, quando alguém faz uma tentativa e isso dá errado, precisa ver o resultado daquilo e alterar a rota, levando o deslize em consideração.

- O público adora quando a cena dá errado, vai ao delírio, porque quer ver essa capacidade de adaptação de quem está se apresentando.

Isso não é uma realidade apenas nos palcos e picadeiros. Ballas conta que muitos de seus alunos fazem o curso porque desejam expressar-se e improvisar com naturalidade em público.

- Em uma palestra, se a pessoa erra, fica mal, pede desculpa, e aí fica tensa e o público, vendo-a tensa, fica tenso também. A pessoa precisa brincar com aquilo, autorridicularizar o episódio, porque então o público vira seu cúmplice - ensina o ator.

Ballas fará parte neste maio do espetáculo Caledoscópio, no Tuca Arena (São Paulo), com foco na improvisação. Nos primeiros dez minutos de peça, o elenco colhe informações da plateia, e em seguida apresenta uma peça baseada nesses dados, feita exclusivamente sobre e para aquele público.

Vaidade do erroO grande problema dos que querem aprender a improvisar, segundo a psicóloga Joana Barbosa, é não lidar bem com a imperfeição. Atriz, diretora e palhaça, Joana é também professora do curso O Clown Dentro de Mim, que atende muita gente que não é ligada às artes cênicas.

- Quanto mais a pessoa se desapega do acerto, mais consegue improvisar - afirma Joana.

A psicóloga avalia que, ao se trabalhar algo indefinido, há o risco de errar, e as pessoas "ficam vaidosas em relação ao erro".

- Certa vez, um senhor de mais de 70 anos veio fazer o meu curso, e dei um tema de improvisação. Quando ele foi apresentar, vi que começou a andar de maneira diferente e achei estranho. No fim da cena, ele me mostrou que tinha cortado profundamente o seu pé durante a cena, mas improvisou tão bem que achamos que fazia parte do personagem.

No curso, Joana trabalha com a improvisação como princípio essencial do palhaço. Ela observa que esse é um personagem que vive de imprevistos, da prática de resolver problemas que se apresentam na hora. E isso é uma habilidade da qual todos precisamos.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

A linguagem do cinema na aula de Português



Durante duas aulas de português, os alunos do 3º ano do curso técnico agropecuária assistiram ao filme Tapete Vermelho. Durante estas duas aulas houve grande integração da turma, especialmente com o assunto do filme. Enquanto assistiram ao filme, os alunos degustaram bolos e tomaram chimarrão, o que favreceu ainda mais a integração do grupo e o acolhimento para a atividade.
A obra aborda muitos aspectos da cultura do interior, crenças e costumes brasileiros. Além disso, retrata a realidade de muitos pequenos produtores, os quais perdem suas terras por não conseguirem acompanhar as novas tecnologias, acabando assim em Movimentos Sem Terra, na esperança da reforma agrária. 






Nas próximas aulas, o grupo ampliará discussões sobre o filme, fazendo pequisa, debates e produções textuais, visando a ampliar a cultura e o conhecimento da língua portuguesa.
Angélica Fischer - 3º Agro